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Links pessoais: sangue, sêmen e lágrimas na Feitiçaria

Links pessoais sangue, sêmen e lágrimas na Feitiçaria

Resolvi reunir uma lista simplificada com os tipos de Links pessoais. Ou seja, uma lista com todo tipo de item que mantenha uma ligação energética com a pessoa-alvo do feitiço. Mas, para falar de Links pessoais, ou item representativo pessoal, tenho que explicar um pouco de como a coisa funciona. Ou seja, a estrutura da Magia quando se faz uso desse tipo de recurso.

Todas as vezes que acrescentamos um item da pessoa-alvo no nosso trabalho, seja um simples nome completo ou um pelo corporal, estamos fazendo a correspondência do 1 no todo e do todo no 1. Já contei aqui que foram feitas pesquisas que comprovaram que alterando a partícula isolada, o restante do agrupamento demonstrava uma resposta. É com exatamente essa conexão que trabalhamos na Magia.

Isso também vale para velas nomeadas e velas de formato e bonecas que passaram pelo batismo. Esses itens, após passarem pelo processo do batismo, se ligam à pessoa que representam numa conexão. Assim, as ações causadas na vela ou na boneca se refletem na pessoa humana. É claro que a Magia aqui – que também lida com a linguagem como mecanismo para acessar o subconsciente – está usando uma linguagem metafórica. Sendo assim, “quebrar” essa vela não significa que a pessoa irá se partir ao meio. Mas significa que a vida da pessoa será “quebrada”. Essa “quebra” (sentido conotativo) poderá se refletir numa ruptura com seu estado de saúde física, sua estabilidade emocional ou sua proteção espiritual.

Vou aproveitar aqui para fazer uma observação muito importante quanto a algo que li recentemente. Havia um texto falando que, no Hoodoo, nós conjuramos velas. Gente, pelo amor dos Deuses, “conjurar” significa “pedir um auxílio por meio de uma súplica”. Como se pede auxílio a uma coisa inanimada (sem anima, sem vida)? A vela pode ser, sim,  o veículo pelo qual você pede seu auxílio ao divino ou faz sua encantação. Mas a vela NUNCA vai ser a coisa que te prestará auxílio, pois ela não possui vida, não possui a anima (do Latim, “alma”).

 

“Conjurar uma vela” é como tentar dar uma ordem a uma caneta e um pedaço de papel, ao invés de usá-los para escrever.

 

Sei que há a ideia no Hoodoo de que tudo é conjurado. E isso faz parte da base do animismo na qual o Hoodoo também se sustenta. Porém, nem tudo é “conjurável”.

Então, minha gente, deem os nomes certos às coisas para que não haja confusão. E não percam seus preciosos tempos “conjurando” um objeto inanimado. Dependendo da sua prática de magia,  a vela pode ser “nomeada”, “consagrada”, “batizada” e usada como veículo para “encantação”. Sendo, esse último, o intento que é colocado por meio do canto, da voz. Dessa forma é que ela será útil na comunicação com o divino ou na representação da pessoa alvo.

Quando você acrescenta um link pessoal (sêmen, fluido vaginal, etc) a uma vela, você está, na verdade, fazendo um processo similar ao batismo da vela. Isto é, você está “linkando” o objeto vela como veículo, para atingir o alvo do seu trabalho. Representando-o de forma integral, porém, por intermédio de uma mínima parte (seu nome, seu fluido corporal) que foi posta sobre a vela, sobre o cordão de amarra do Saco Nação ou outro instrumento qualquer. Porém, alguns dentre esses Links pessoais também podem servir como um intensificador do poder de dominação de quem fez o feitiço, como é o caso do sangue menstrual.

Esses itens podem ser usados em Magias de amor, de proteção, de controle e domínio e também para colocar Jinxes (maldições, enguiços e cruzamentos) sobre a vida de alguém. A escolha do item deve manter, claro, uma relação lógica entre o item e o tipo de trabalho a ser feito. Logo (sei que parece óbvio, mas vou frisar), usar fezes para trabalhos de amor não é nada interessante.

 

Links pessoais: magia da cabeça aos pés

Na lista abaixo você encontrará os Links pessoais reunidos em graus de maior ou menor relação energética com o indivíduo. Isto é, quanto mais ao topo da lista, mais intensamente será a representatividade da pessoa-alvo. Logo, maior a eficácia do trabalho feito.

 

Nº 1 das conexões ao estilo “I Put a Spell on You”: Os Fluidos de órgãos sexuais

Sêmen, fluido vaginal e sangue menstrual. lembre-se, porém, de que os fluidos sexuais se misturam no ato do sexo. Então, cuidado na hora de coletar o material para usar em maldições, pois você poderá enviar o problema pra você também.

 

 

Segundo colocado no ranking de eficácia: Os Material biológico de partes íntimas

Urina, fezes, sobra de água de banho, fios de cabelo e pelos (da axila, pubiano, etc). A urina pode ser usada, ainda, como substituto para casos em que a mulher não menstrua mais.

 

 

Terceiro colocado no quesito “bem que sua mãe avisou pra não deixar coisas espalhadas”: Roupa suja

A regra no uso das roupas é bem simples: “mais é menos”. Quanto mais visível aos olhos comuns for a roupa que você pegou, menor será a conexão dessa peça de roupa com o indivíduo. Então, saiba que uma cueca suja tem a conexão equiparada (em partes) a um material biológico da pessoa. Já uma blusa suja irá corresponder a ter o suor da pessoa. Pense nisso como se fosse uma espécie de “versão impressa” da pessoa. A roupa íntima imprime com mais “vida”, pois ali há resíduos biológicos íntimos. Já a blusa ou o boné imprimem com menos “vida”, pois ali pode conter o suor da pessoa, como pode apenas conter restos do perfume que ela usa. Apesar disso, esses itens ainda contém muita força, pois guardam parte da energia liberada pela pessoa durante o uso.

 

 

Quarto colocado na disputa pela melhor representação artística do “membro viril” amado: Medida de partes do corpo

Aqui vemos o tipo de Link correspondente ao trabalho para “amarrar a natureza sexual” de um homem. Ou seja, a medida do órgão sexual dele representada na medida de uma corda, objeto de cera, vegetais… Mas se incluem aí também a medida dos dedos, pulso, etc.

 

 

Quinto colocado ao ritmo do Blues “I got stones in my passway”: Itens ligados aos pés e às mãos

Cutícula, pedaços de unhas, sujeira da sola dos pés, sapato, pegada (marca que o pé imprime no chão). Lembrando que tudo que está relacionado aos pés possuirá maior conexão do que as coisas ligadas às mãos. Motivos óbvios, basta você pensar quantas vezes você lava suas mãos por dia e quantas vezes você lava seus pés. Os calçados aqui entram muito mais como uma forma de contaminação do que como um Link que possa ser usado para aplicar num trabalho. Isso quer dizer que eles servem mais para que você coloque algo dentro deles ou por onde a pessoa caminha, do que um material que você vai coletar para uso posterior.

 

 

Sexto lugar com o lembrete “cuidado onde você coloca sua boca”: Material biológico de partes expostas

Reparou que eu falei acima sobre a diferença entre roupa suja de partes íntimas e roupa suja de partes expostas? A regra é a mesma entre os materiais biológicos. Quando mais acessíveis ao mundo, menor a conexão com o universo íntimo da pessoa. Como material biológico de partes expostas podemos trabalhar com dentes, saliva, suor, lágrimas, etc.

Talvez você esteja pensando: Ok, mas conseguir lágrimas é quase impossível! E eu te digo: Não se você escrever sua petição sobre o papel usado na ora de enxugar as mesmas 😉

 

 

Sétimo colocado, o mais acessível de todos: Fotos

Esse é o mais fácil de conseguir de qualquer pessoa. As redes sociais estão aí para isso! rs

 

 

Oitavo colocado, mas que não deve ser subestimado: Letras e Objetos

Assinatura da pessoa e, em menor escala, texto escrito à mão. Nessa categoria também entram objetos de uso exclusivo da pessoa, como canetas, pulseiras, anéis, brincos, maquiagem, etc. Sejam criativos! Ouvi dizer que “folhas de ponto” somem com uma facilidade incrível…

 

 

E o último colocado, o clássico “Eu vou botar teu nome na macumba”: Dados pessoais

O básico para qualquer trabalho que é nome completo e data de nascimento do indivíduo.

 

 

Esqueci algo? Creio que não. Deixo aqui então meus sinceros beijos ^^

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2 Comentários

  • Reply
    Natália
    1 de julho de 2018 at 20:38

    Jess, usar resíduos dos seus animais (num feitiço de proteção, por exemplo), como unhas, bigodes ou pelos caídos tem exatamente que efeitos?

    • Reply
      Jess
      2 de julho de 2018 at 20:55

      Oi, Natália! Seja bem vinda!
      Então, primeiramente devo te dizer que nós não chamamos esse itens de “resíduos”. Nós os chamamos de “curios animais”. O uso de curios animais é muito comum no Hoodoo. A aplicação (uso) de cada um deles vai depender do valor simbólico que cada curio carrega. Sendo assim, o pelo do gato (especificamente o preto) por exemplo, pode ser usado tanto para atrair sorte em algumas situações, quanto para gerar brigas em relacionamentos. O resultado dependerá de com o que ele for combinado. Já o uso de bigodes e unhas de gato preto não estão presentes como algo recorrente no Hoodoo. Mas isso não quer dizer que você não possa usá-los. Você deve observar a funcionalidade da coisa na natureza. Entende? E, assim, verificar se há valor simbólico para ser agregado ao seu trabalho. Por exemplo, você poderia correlacionar as unhas a um meio de defesa agressivo-ativo, já que é por meio delas que os felinos se defendem. Contudo, pense na funcionalidade do bigode para os gatos. Eles servem para o faro e a orientação espacial dos mesmos. Fica difícil imaginar como isso ajudaria no seu trabalho de magia.
      Agora, se a sua dúvida tem relação com uma possível preocupação quanto ao bem estar do seu bichano após o uso desses curios dele em trabalhos de Magia, fique tranquila! Nada é direcionado ao animal nesses exemplos que citei.
      Vou deixar um link para que saiba mais sobre o assunto:
      https://www.osortilegio.com/a-simbologia-de-alguns-curios-usados-no-hoodoo/
      Vou aproveitar e deixar, também, o meu convite para que você participe do meu Curso de Hoodoo: do Básico à Prática
      Para maiores informações, me mande um email: contato@osortilegio.com
      Grande abraço e sucesso em seus feitiços! ^^

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